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Ciclorrotas são implantadas no Centro Histórico

Na última semana, teve início a implementação das ciclorrotas do Centro Histórico. Confira aqui as principais questões relacionadas ao tema e fique por dentro do assunto!


Ciclorrota, ciclofaixa e ciclovia: quais as diferenças?


Cada infraestrutura possui um local adequado para implementação. Por exemplo, ciclovias são indicadas para vias com velocidade máxima acima de 60 km/h e com tráfego intenso de veículos). Já as ciclorrotas são utilizadas em áreas com velocidade máxima reduzida para automóveis (geralmente até 30 km/h).



Ciclorrotas: são trechos compartilhados com veículos em vias urbanas já existentes com sinalização horizontal (pinturas na pista) indicando aos motoristas a presença frequente de ciclistas. Como a via é compartilhada, os veículos automotores só devem ultrapassar o ciclista quando houver espaço seguro para isso e reduzir a velocidade durante a ultrapassagem.


Ciclofaixas: são parte da pista de rolamento destinada ao trânsito exclusivo de bicicletas, delimitada por sinalização específica, porém não é segregada fisicamente da pista dos veículos. Apesar de necessitar de restauração, o que temos na Avenida Barão do Rio Branco é uma ciclofaixa, com trânsito exclusivo de bicicletas.


Ciclovias: são infraestruturas destinadas ao trânsito exclusivo de bicicletas, delimitada por sinalização específica e fisicamente segregadas da pista de rolamento, como por exemplo canteiros.


Atenção! Transitar e estacionar sobre ciclofaixas e ciclovias são infrações graves e gravíssimas, respectivamente, de acordo com o CTB. Cuide do que é seu. Denuncie essas infrações quando as vir.


Você também pode ler mais sobre esse assunto no Caderno Técnico para Projetos de Mobilidade Urbana e em matérias bem interessantes do Nexo, Revista Bicicleta, Summit Mobilidade Urbana 2020 e Vá de Bike.


É importante lembrar que a bicicleta é um veículo de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro e tem direito de participar do trânsito, com prioridade sobre veículos automotores. Por isso, não se sinta incomodado por estar na pista de rolamento: não havendo ciclofaixas ou ciclovias, é seu direito estar ali em segurança!


Se o ciclista pode compartilhar o trânsito com veículos e as ciclorrotas são compartilhadas, por que implementar no Centro Histórico?


As ciclorrotas têm um papel fundamental na educação como forma de conscientizar os motoristas sobre o direito e a prioridade do ciclista no trânsito. As ciclorrotas também sugerem ao ciclista o melhor caminho para percorrer, sendo geralmente as rotas que possuem menor número de pontos de ônibus, entradas/saídas de automóveis e conversões.


É importante lembrar que as ciclorrotas possuem papel sugestivo, portanto, o ciclista pode escolher o trajeto que prefere utilizar, inclusive utilizar vias que não possuem ciclorrotas implementadas.



Qual foi a participação da Acipe no projeto das Ciclorrotas?


O projeto das ciclorrotas foi apresentado à Acipe e outros ciclistas interessados no assunto, órgãos municipais, membros da OAB e representantes de diversas secretarias através da Comissão Especial temporária instaurada para discutir sobre a malha cicloviária na cidade.


Valorizamos a iniciativa como parte da Política Nacional de Mobilidade Urbana e do PlanMob de Petrópolis, que inclui uma série de outras ações. Como ciclistas, é de nosso interesse que o projeto seja implementado com qualidade, dando mais segurança aos ciclistas, cumprindo seu objetivo e fazendo bom uso da verba pública.


Após análise do projeto, diferentes ciclistas percorreram o trajeto proposto, realizando filmagens, e apresentaram inconsistências encontradas e propostas de melhorias para a CPTrans, responsável pela implementação do mesmo.


Com o início da fase de implementação, a Acipe, com atuação fundamental de ciclistas da área de Arquitetura e Urbanismo, analisamos em detalhes a fase de implementação, coletando ainda sugestões apontadas por outros ciclistas.


As inconsistências encontradas nessa fase de implantação foram encaminhadas à CPTrans para que os ajustes necessários sejam feitos. Após a finalização da implantação, continuaremos avaliando as adequações necessárias e contribuindo para a melhoria da ciclorrota.

Existem ciclorrotas em outras cidades?


Sim! As ciclorrotas têm sido muito usadas em diversas cidades do Brasil e do mundo associadas a ações de redução velocidade, visando um trânsito mais calmo, mais fluido e mais seguro. Algumas das muitas cidades brasileiras que aderiram às ciclorrotas são São Paulo, Rio de Janeiro, Gramado, Juiz de Fora, Salvador e, agora, Petrópolis!

Exemplo de iniciativa interessante sobre a implementação de ciclorrotas, o projeto Ciclorrotas - Metodologia Cidadã de Planejamento Cicloviário, da Associação Transporte Ativo, visa elaborar projetos para integrar rotas de bicicleta à malha viária urbana, com a colaboração de usuários e interessados, e entregar as propostas para o poder público. Esta metodologia já foi aplicada com sucesso em diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Juiz de Fora.


Ciclistas de qualquer nível podem utilizar a ciclorrota?

Ciclorrotas como vias compartilhadas em locais como o Centro Histórico de Petrópolis não são caminhos turísticos ou recreativos para iniciantes. Por serem espaços compartilhados, devem ser utilizados por ciclistas que já possuem experiência em pedalar no trânsito.


Todo mundo começa de alguma forma: uma boa dica é você convidar alguns amigos com experiência em pedalar no trânsito para te fazerem companhia, dando mais segurança e dicas de como se comportar. Aos poucos você ganhará confiança e, em pouco tempo, se sentirá seguro de ir sozinho.


Quais são os principais deveres do ciclista?


Além de direitos, os ciclistas possuem deveres que devem ser cumpridos - tanto para garantir a segurança de si próprio e de outras pessoas quanto para evitar infrações de trânsito.

Listamos abaixo os principais erros cometidos por ciclistas e que contribuem para sérios problemas no trânsito, que sendo também infrações de acordo com o CTB.

  1. Pedale no sentido da via. Jamais pedale na contramão: em caso de colisão, haverá o somatório das velocidades e o impacto será maior, podendo levar a lesões graves. É Física, não tem mistério! Nas curvas, você não terá tempo para se desviar de outro veículo (que pode ser inclusive outra bicicleta). Em cruzamentos, os veículos costumam olhar apenas para o sentido dos veículos, podendo não te ver se aproximar. Por fim, se ainda te falta um motivo, pedalar na contramão é infração de trânsito e pode doer no seu bolso.

  2. Não pedale na calçada. Calçada não é ciclovia. Se precisar usar a calçada por algum motivo, desça e empurre a bicicleta. Lembre-se que o maior protege o menor. Portanto, o conforto e a segurança do pedestre são responsabilidades do ciclista também. A sensação de um pedestre encontrar um ciclista na calçada é a mesma de um ciclista encontrar um carro trafegando na ciclovia: absurdo, não é mesmo?

  3. Pare nos sinais de trânsito e faixas de pedestres. Assim como veículos automotores, é necessário respeitar essas sinalizações. Você pode evitar acidentes gravíssimos dessa forma.

  4. Respeite o limite de velocidade da via. A bicicleta é um veículo e trânsito urbano não é local de tentar ser o rei ou rainha da montanha. Respeite a si e ao próximo. Sua meta está em casa.

  5. Sinalize! Ao precisar parar ou fazer alguma conversão, sinalize com uma das mãos o que irá fazer. Assim, o motorista entenderá seus movimentos e te dará mais segurança. Além disso, sempre utilize iluminação traseira e dianteira: seja visto!

Por fim, tenha paciência e aproveite! Usar a bicicleta como transporte te dá a liberdade de parar onde quiser, mudar o percurso rapidamente, fazer atividade física ao ar livre, observar o entorno com mais calma e ainda contribuir para a redução de engarrafamento e de poluição sonora e preservar do meio ambiente. Portanto, não tenha pressa!


Para conhecer melhor seus direitos e deveres, acesse o Código de Trânsito Brasileiro de bolso voltado para o ciclista, elaborado pela Transporte Ativo e faça parte de um trânsito mais seguro e democrático!



©2019 by 

ACIPE

Associação, sem fins lucrativos, criada para ajudar a promover conscientização e políticas públicas em benefícios dos ciclistas de Petrópolis.

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